19 julho, 2017

O comércio local, a Heloísa e a "Gatafunho"



A "Gatafunho" é um mundo. Tinha visitado a loja, no centro histórico de Oeiras, algumas semanas antes de ir encontrar um stand seu na Feira do Livro. 
A "Gatafunho" está num local  de Oeiras que vai definhando, mas ainda lá está. A "Gatafunho" tende a ser um espaço que vale pelo que faz e para onde for já muita gente lhe vai atrás. A "Gatafunho" parece ter deixado de depender do lugar onde está, mas o lugar onde está (o centro histórico) depende muito da "Gatafunho" pois leva lá gente. A "Gatafunho" leva gente ali e também a loja ao lado e aquela outra, e a outra. O mercado? Ah, o mercado confrontado com mais uma superfície comercial a menos de 800 metros (Quinta dos Inglesinhos) está condenado. 
E a "Gatafunho"? Salva-se? Sobrevive? Quem sabe? Quem Sabe? 
Se o comércio local se salvasse teria vida eterna a "Gatafunho"!

14 julho, 2017

Qual "V" qual quê? São dois!


Qual quê? Não, não é um "V" (uso mais o punho erguido)!
A imagem (é só contar pelos dedos), referia-se a dois apontamentos deixados, ontem em Paço de Arcos :
  • o primeiro, lembrando uma Lei que aniquilou mais de 1000 freguesias e criou este "monstro" de uma união de três freguesias, em que Oeiras nada tem a ver com Paço de Arcos e em que Caxias reclama cultura própria. Todas somadas, são cerca de 60 mil almas  a que correspondeu uma redução de eleitos (eram 21, hoje são 7). Adeus proximidade, dizemos nós. Território ingovernável, diziam eles sem nada fazerem para que tal constatação tenha sido consequente e a situação se tenha invertido;
  • o segundo apontamento deixado  tem a ver com recursos. Não falei muito (ouvir também cansa). Fiz comparação com Loures que transfere para as freguesias quase 8% do orçamento, Lisboa cerca de 10% e Oeiras apenas 0,8%... isso, menos de 1%!
Heloísa apenas sorria  pela ironia com que o dizia... 

12 julho, 2017

SATU, SATU, para que nos servirias tu?


Isaltino continua a apostar no elevador deitado. Defendeu e continua a defender aquilo que só acumulou prejuízo. Em 2010 já a imprensa denunciava a falência (17milhões de acumulo de prejuízo).

E dizia alguém que me é próximo: "100 lugares de pé e 6 sentados? Está tudo dito! O que Oeiras precisa é de transportes públicos com qualidade!"

09 julho, 2017

Isaltino podia ter desmentido...


As redes sociais servem para tudo e há gente com perfis mal-paridos que sabem disso e isso usam sem rebuço nem ética. Só que há perfis mal-paridos que são paridos para avançar com aquilo que os perfis oficiais não teriam a coragem de avançar.

Este post seria escusado se Isaltino se tivesse demarcado de tal desatino. Não o tendo feito, pôs-se a jeito e, ao calar-se, é como se tivesse subscrito a mentira...
(e acho que a falta de ética não se ficará por aqui... é que 52 partilhas desse lixo são premonição de que irá valer tudo... e é pena)

07 julho, 2017

Diário de um eleito - 18 (Um dia intenso, sem perder um minuto para mudar o Mundo)


A manhã foi uma corrida, café bebido à pressa e o jornal lido a esse mesmo ritmo. Depois foi o organizar a sala e dar uma última olhadela pelo plano da sessão. Eles, os "meus alunos", foram chegando. Essa imagem é de uma passada "aula" pois o Helder não conseguiu estar. Por troca, veio o Horta (que por ter faltado nesse dia, não aparece na fotografia). Aprendem coisas novas para que os netos não lhes façam pirraça. E o que eu lhes ensino? Tudo o que sei, embora o pretexto seja a informática. 
Netos? Alto aí, que a Maria ainda não os tem. Hoje prometi-lhe enviar-lhe um conto que já aqui contei. Passou célere o tempo...

A tarde foi uma igual corrida, embora sem interregno para coisas belas... mas a tentar fazer com que elas aconteçam...

04 julho, 2017

Título honorífico atribuído a Maria João Brito de Sousa

Na Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Oeiras, Paço de Arcos e Caxias foi atribuído, por unanimidade, o titulo honorífico de mérito na classe "Arte e Cultura" à Maria João*. Pedi-lhe, ao dar-lhe a notícia, que ela escolhesse um poema seu para que assinalasse, neste meu espaço, tal acontecimento. Por "maldade" mandou-me um meia-dúzia-deles e... teve que ser minha a escolha.

SONETO DO PRODUTOR EXPLORADO
(Em decassílabo heróico)
Eu, que injectei nas veias das cidades
Sentinelas de pedra e de aço puro,
Que conquistei a pulso as liberdades,
Que asfaltei com suor cada futuro,

Eu, que paguei com sangue as veleidades
Registadas na pedra, em cada muro
E sigo em frente e moldo eternidades
A partir do que engendro e não descuro,

Não mais hei-de evocar forças ausentes!
Liberto o grito preso entre os meus dentes
Que irrompe deste barro em que me sou

E arrancarei de mim quantas correntes
Me prendam à mentira, ó prepotentes
Donos do que julgais que vos não dou!

_____________________________
*Foram ainda distinguidos: na classe ARTE E CULTURA, o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles; na CIDADANIA E SOLIDARIEDADE, a Associação Pombal XXI – Associação dos Moradores Bairros Pombal/ Bento de Jesus Caraça, a Associação Coração Amarelo (Delegação de Oeiras) e Edson Moreira - Projecto “MoreiraTeam Kickboxing”; na de DESPORTO, Mário Wilson

03 julho, 2017

Redacções do Rogérito (37) - "O eucalipto"

Tema da redação: "O valor e a importância do eucalipto"


«Eu gostava muito de eucaliptos pois são árvores frondosas e bem cheirosas e a dona Esmeralda que gosta de eucaliptos à brava até apanhava folhas dos eucaliptos para as meter no guarda-vestidos para a roupa ficar a cheirar a bem embora dela não guarde memória de a roupa lhe cheirar mal mesmo que passe anos e anos sem ela passar por qualquer eucaliptal.
A stora disse que se não fossem os eucaliptos não haveria livros e como eu gosto muito de livros é também por isso que eu gosto dos eucaliptos só que como nem só de livros se fazem destinos eu não gostava de ter por destino viver rodeado de eucaliptos até por que o senhor Saramago que até escreveu muitos livros um dia insurgiu-se pela Comunidade ter decidido por exemplo que 75% da superfície florestal do nosso país seria destinada à plantação de eucaliptos sem nem eu nem a stora nem a dona Esmeralda termos decidido ter assim tanto eucalipto e quem tal decidiu foi uma potência supernacional o que está muito mal pois devia ser eu a stora e a dona Esmeralda a decidir estas coisas e outras.
Descobri há pouco que o eucalipto seca tudo à sua volta o que sendo muito mau tem um lado interessante pois o senhor Ângelo Correia considera que o grande problema para o PSD hoje em dia é o vazio que o eucalipto lá do sitio está a criar à sua volta.
O mal é que o senhor Ângelo Correia está já a pensar plantar outro eucaliptal... que arda!»
Me assino
Rogérito

28 junho, 2017

O peido que o Sobral disse que ia dar e não deu... dei-o eu!


O peido prometido fez correr rios de tinta e fazer surgir textos de qualidade de "primeira água". Depois veio Sobral pedir desculpas e retirar o peido. Eu não retiro o meu, que ontem assumiu outra forma, mais subliminar e, sem odor de traque, deixou larga ambiguidade.Assim, questionou-me a Catarina:
«Estou aqui há que tempos a tentar decifrar o significado deste título e estou com uma certa dificuldade. Gostaria de me explicar, Rogério?! : )) Faz de contas que sou uma aluna do 6º ano! : )
Através de alguns blogues fiquei a saber que foi organizado um concerto a favor das vítimas de Pedrógão, e que, atendendo ao pouco tempo que tiveram para planear, foi um concerto muito bom e que angariaram bastante dinheiro. Muitos artistas famosos participaram e atuaram pro bono.
E a sua opinião foi que....»

Resposta minha, fazendo de conta que ela ainda é menina de escola:
Dizia eu em titulo "Fosse o acesso, o desempenho e o contributo, condicionados aos sócios dos bombeiros e o serão teria sido uma desilusão". O título pressupõe o conhecimento da situação dos bombeiros, da penúnia dos seus rendimentos, da escassêz dos seus meios, das vezes que fazem peditórios de rua, das rifas para angariar fundos para aquirir isto ou aquilo. No seu todo, o título coloca a incoerência entre a multidão que se mobilizou solidária e a multidão que não tem, e não tem certamente, a postura cívica de contribuir para qualquer corporação dos "soldados da paz".
Assim,
  • se a venda de bilhetes fosse se feita apenas a associados dos bombeiros, o MEO Arena estaria meio vazio;
  • se os artistas convidados só pudessem participar comprovando ter as cotas em dia, seria reduzido o elenco;
  • se só fossem aceites donativos, a quem apresentasse semelhante prova, o pecúlio recolhido seria bem reduzido.
Entendido?

MEO Arena, longe de cena (Fosse o acesso, o desempenho e o contributo, condicionados aos sócios dos bombeiros e o serão teria sido uma desilusão)

Rogério Pereira
Sócio nº 331 dos BVO
(com as quotas em dia)


25 junho, 2017

Heloísa, aplaudida

É sabido que quem passa, passa sem tempo.
Não que esse tempo seja tão escasso
como, quem passa, o pensa.
Mas quem vai passando
pensa-se sem tempo
para dispender o tempo
que o nosso tempo precisa.  

É por isso curto
este passo do discurso
de Heloísa
E foi por muito tempo
o aplauso, dado
de pé!

24 junho, 2017

Aquela merda dos bairrismos... sabem?


Estou-me nas tintas se Lisboa concentra (e até podia ser "do contra", pois nem sou lisboeta). Estou-me borrifando se o Porto protesta pela concentração. Parece-me até normal que a capital reclame ser capital e que em nome de um desígnio nacional faça proposta para que venha para o País aquilo que outros se batem para que vá para os países deles...
Se podia ser o Porto. Sei lá, pelos vistos parece que sim!
Falo da Agência Europeia do Medicamento?
Claro!, é mesmo disso que falo!
Olhando ao que se passa, o que vejo? Apenas e tão só, assim:
- Espanha candidata Barcelona e não candidata Madrid;
- Itália candidata Milão e não Roma;
- Holanda candidata Amsterdão, mas esquece Utrecht;
- Suécia candidata Estocolmo e afasta Uppsala.


Mas... 
Que merda é esta? Candidatamos duas cidades? 
E fazemos lobby por qual delas?

22 junho, 2017

Neguemo-nos!

 

ACRE LUCIDEZ DE CINZA

Nego-me à estética do Horrível
E à música de Wagner como se a cavalgada
Da Morte fosse enfeite a enquadrar o telejornal
Nauseabunda esteticização do Desastre
A celebrar o Espectáculo dos corpos e das casas
E as labaredas a lamber os impassíveis olhos
Mal refeitos ainda da voragem do Pânico.

Nego-me ao microfone em riste
A invadir as bocas e colher a baba das palavras
E escarafunchar o pormenor da Lágrima
E a dobra da Agonia como viver ou morrer fosse
Noção escorreita perante e iminência da Morte.

Nego-me a doutas opiniões e ao grande Debate
E ao arroto da Sabedoria ao serviço da Ganância
A desenhar manobras e as invisíveis rotas
Do Lucro e permanente encenação do Mesmo.

Nego-me ao leilão das alvas consciências
A pingar em fila da Banca e dos altos muros
Da Instituição. E nego-me aos caninos cibernantropos
A salivarem tweets e likes e rabinho electrónico
A dar a dar e a babarem-se sem ao menos saberem
Que nada representam – pálida imitação dos Donos.

Nego-me a esta impúdica exasperação dos lugares.
E da Dor, que sendo minha, é apenas Simulacro
Palavra que não (me) redime, nem salva
E que, no entanto, teima - acre lucidez de cinza.

Manuel Veiga (aqui)

20 junho, 2017

Portugal arde por (quase) todos os lados, ou, o fogo lento e as chamas vivas...

O título é antigo. E se aqui o trago é pela actualidade de coisas das quais pouco se fala e outras que até andam escondidas. É que não se chega a este ponto sem um percurso de criminosa inércia.
Dizem que a hora é de imensa tristeza.
Eu digo que a hora é de desesperada raiva.
Foto JFS/Global Imagens
obrigado dr. Octopus, por me ter lembrado

18 junho, 2017

Já antes deste luto eu me enlutara com a situação que só espanta pela dimensão do drama.


Não é preciso saber detalhes para entender as principais causas. Conhecer os pormenores só desviará a atenção dos "porquês" do drama. É tão certo isso como é acertada a minha relutância em dar protagonismo às chamas. Espaço meu, não alimentará a febre aos pirómanos, embora tudo leve a crer que desta vez mais se deva à incúria que à loucura. Dirão que não, que se conjugaram factores de baixa humidade,  vento, temperaturas do diabo e trovoadas... 

Entre a profusão de imagens, declarações, testemunhos, entrevistas e comentários, procuro a sentenciosa análise de Filipe Soares dos Santos da qual recordo algumas palavras, frases soltas: "falta de ordenamento"; "grande parte da floresta ou é privada ou fracionada e sem cadastro"; "é preciso passar a dar valor ao mato, à biomassa". Procuro e não encontro.

Veio a explicação por outra via, assim:
 (...)
«6 – O PCP considera que uma das questões centrais para evitar tragédias como a de hoje é a inversão da tendência da desresponsabilização do Estado na gestão da floresta, na prevenção e combate a incêndios e no ordenamento do território e combate à desertificação.
É necessário inverter o esvaziamento humano de estruturas da Administração Central e a rarefacção de meios financeiros para a floresta e para o apoio à actividade agrícola. Nesse sentido a DORLEI do PCP reitera a sua condenação do encerramento de vários serviços da Direcção Regional de Agricultura no Distrito de Leiria.
É necessário valorizar a importância e o papel dos pequenos produtores e compartes dos Baldios, dar mais meios e poder de decisão às suas associações, dar resposta ao problema central do baixo preço do material lenhoso e assegurar o ordenamento da floresta, designadamente através da elaboração do Cadastro Florestal com os meios financeiros adequados.
7 - Os problemas da floresta portuguesa e as catástrofes como a de hoje não resultam apenas das condições climatéricas extremamente adversas que se verificaram no dia de ontem.
Decorrem também da destruição da pequena e média agricultura, do desaparecimento de muitos milhares de explorações familiares e da desertificação do mundo rural e do interior do País. Catástrofes como esta são ainda indissociáveis da aplicação da PAC e das suas desastrosas reformas, bem como do resultado de políticas agro-florestais, orçamentais e de serviços públicos contrarias aos interesses dos agricultores e do mundo rural.»
18 de Junho de 2017
O Gabinete de Imprensa da
Direcção da Organização Regional de Leiria do PCP

 Já antes deste luto eu me enlutara com a situação que só espanta pela dimensão do drama.

17 junho, 2017

«Koln… meine freude Koln, très amie-de-monamie-miteran»

Koln foi buscar Merkel à ex-RDA para a colocar como cereja no seu bolo, e acabou por ter que engolir o caroço.
Os gatos-pingados que o levaram para o cemitério confirmaram que era um grande homem, pelos nossos cálculos ultrapassaria em muito os cem quilos. Os media exaltam o homem da unificação da Alemanha, cantam-lhe loas pelo Tratado de Maastricht e ignoram a dissolução da Iugoslávia e o massacre que tão cedo não se esquecerá.
Fac-símile de página do livro de Guy Mettan
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Wolfgang Schäuble era o predileto de Koln, e acabaram em grandes negócios de armas com a Arábia Saudita e o Canada, tudo feito com muitas, muitas luvas, a justiça marcou passo; privatizações da RDA, refinaria Leuna ‘vendida’ à ELF, Kohl admitiu ter depositado milhões de marcos de doações anónimas em contas secretas na Suíça.
Vejam bem!... ah! Falta cá o pai da nossa democracia para lançar a frase chapa para defuntos: Koln… meine freude Koln, très amie-de-monamie-miterand.
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texto publicado no blogue as palavras são armas e com o título «Estar vivo dá sempre nisto»

15 junho, 2017

Outdoors, outdoors, uns maus outros piores


Este parece bonito mas é mesmo mau. É mau, porque não é promessa é já ameaça. E com inicio anunciado, apesar dos moradores se manifestarem contra, em abaixo assinado (e foram mais que muitos). É mau porque inicia a criação de uma nova centralidade numa urbanização que se queria equilibrada, que tem três escolas e que, a partir de agora vai passar a ter (mais) uma superfície  comercial (estão a ver aquela rotundinha, pequenina, lá em cima? Vai ser aí). É mau, porque com medo do Isaltino o Vistas anda em desatino e desata a fazer obra, obrada. 

E como Oeiras vai ser (já é) palco de guerrilha eleitoral, todos os dias aparecem mais outdoors.


Há dois meses atrás, apareceram uns e a seguir outros. Eram 122. Cento e vinte e dois, pois! Hoje já são cerca de 150 e custam um dinheirão. Anunciam sorrisos e betão. 
E falam de pessoas? Não! 

Oeiras, vai ter outras candidaturas, nomeadamente aquela que estão a pensar. Esta vai ser diferente? Vai! As pessoas vão valorizar? Não temos a certeza. 
No meio de tanto ruído e falta de senso, o mais provável é já estarem a fazer planos para ficarem em casa pois tanto alarido cansa.

E ainda "a procissão vai na praça"

13 junho, 2017

O 13 de Junho de 1654 e uma dedicatória, para nossa memória

(REEDIÇÃO)
«Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande.»-"
Sermão de Santo António aos Peixes", Padre António Vieira, pregado na cidade de São Luís do Maranhão em 1654(*)
gravura de Pieter Bruegel, 1557
Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal!

11 junho, 2017

E esperavam que eu estivesse onde? Pois claro, a mudar o mundo!


Sentado, muda-se o mundo? Claro, há que ter tempo para tudo... 
E se não vejamos, a contar da esquerda:
O Guerreiro pensa. O Amílcar está a pensar. A Heloísa pensa no que o Daniel está a falar. A Catarina não desgruda o olhar e aquele gajo, lá ao fundo, tem mesmo o ar de quem, a seguir, vai mudar o Mundo. 

E há uma coisa, comum a todos, sabem também ouvir.
A Heloísa fala disso e de como somos...

08 junho, 2017

Este meu acto de cidadania... e militância


... e todos nós trazemos a alma na cara...
________________

NOTICIA:
Apresentação dos cabeça-de-lista, candidatos CDU às freguesias. Dia 9 de junho, 18h00 no Auditório Municipal Lurdes Norberto

07 junho, 2017

Tanta gente à sua volta

Desembaraça-se das pedras
Das janelas abertas para o nada
E cresce
.
Solta-se
O olhar
Nem vencido
Nem triste
Nem parado
É firme
.
Marcha
A voz
Nem se embarga
Nem se cala
Canta
.
A determinação
A si próprio espanta
Só então repara, nota
Tanta gente à sua volta

Rogério Pereira
(poema reeditado)

04 junho, 2017

Um fim-de-semana intenso, sem perder um minuto para mudar o Mundo

No sábado, não ensinei o "Padre Nosso" ao vigário pois a Rita há muito que o sabia... e lá estávamos, eu e ela, entre muitos...
Domingo, no "Mexa-se na Marginal", além de explicar à Joana a minha frase batida também lhe ia explicando, enquanto íamos marchando, que é o Marxismo que dá sentido à vida. Ela riu-se do meu trocadilho... e deve ter ficado a pensar que há coisas com que não se deve brincar...

02 junho, 2017

Diário de um eleito - 17 (Um dia intenso, sem perder um minuto para mudar o Mundo)

 

7h10 -  O acordar foi sentir-se como Camões, no naufrágio, salvando Os Lusíadas. Saía do sonho não sabendo se a tempo de salvar o portátil de uma lavagem, sob imersão. Não se lembra se, no pesadelo, teria usado... sabão...

9h30 - Começou a dar à sala a implantação de uma aula. Depois resolveu alterar e dispor as pesadas mesas em U. Arrojou cadeiras. Montou o projector (e estava seguro de que funcionaria pois tinha-o ensaiado). Estendeu as "extensões". Sincronizou o seu portátil com o wi-fi (e estava seguro que funcionaria pois já a tinha testado). Desfez a embalagem do que seria o ecrã. Só que, inesperadamente, não era o que era suposto que fosse. Para o montar era necessária obra, buchas, camarões, berbequim... e nada disso havia ali... nem isso nem tempo.

10h10 - Chegou ajuda que não pode ajudar muito. Apontava o projetor à pouca parede. "Mais ali" aconselhava a ajuda. E foi ali mesmo que ficou. Entretanto começaram a chegar. Pontuais, como lhes fora recomendado...

11h50 - Deu a sessão por terminada. A Alice, a Micá, a Adelaide, o Daniel, de idades entre os sessenta o muitos e os oitenta e poucos, pareciam agradados. A Maria, mais nova e que tinha há pouco acabado de vencer a iliteracia, afirmou com ar sentencioso: "devagar que temos pressa". Cabo-verdiana de origem, conhece o ritmo certo para fazer as coisas acontecerem.
Ele achava que tinha sido pouco, a "turma" terá achado que foi muito...

12h25 - Encontro combinado na Estação de Serviço da A5. Parou o carro junto ao do outro. Abertos os porta-bagagens procederam à operação de trasladar documentos, dos flyers, do roll-out. "Contactaste o pessoal do Porto? Era importante que dessem um salto a Esposende... 

14h15 - A mulher acorda-o. 20 minutos foi mais que suficiente, para recuperar...

15h30 - Chegara pontualmente, uma hora antes, e tinha tido tempo de dar a última afinação para o que iria dizer cumprindo o tempo que lhe fora concedido. Entretanto a vereadora ia falando da noticia que, a juntar à noticia passada, Oeiras iria ficar como ninguém esperaria que ficasse. De seguida, foi-lhe dada a palavra. Disse o que era formalmente necessário ser dito e acrescentou não valer a pena fixar objetivos se estes depois não forem medidos pelos resultados e impactos. E depois tirou a conclusão: "...embora o Modelo de Observatório da Saúde do Município tenha ainda de contemplar alguns indicadores, esta é uma boa base de trabalho para avaliar se o que estamos fazendo é exatamente o que é necessário que os serviços façam..." Seguiram-se outras intervenções, mas teve que sair...

17h20 - Foi entregar os documentos, flyers e o roll-out, para seguirem para o norte...

23h30 -  Depois de ter escrito uma série de coisas, acabou de escrever... isto que acaba de ler.

Em Queluz de Baixo o que é que eu acho?


O que é que eu acho em Queluz de Baixo? Em primeiro lugar acho-me bem acompanhado. Depois, acho-me honrado, pois a foto foi tirada por um vereador, que se submeteu à humildade de não figurar. Por último, embora nada tenha a ver com a propriedade do estabelecimento, meu nome figura na placa.
Diz quem passa que a loja é uma marca.
Diz quem estava ao balcão: "O negócio vai andado", pudera se tão eclética é a oferta: "Ferragens, drogaria e produtos horticulas"
(a Heloísa comprou cola para sapatos, vá se lá saber porquê?)

31 maio, 2017

Quando se aposta tudo em desestabilizar o Mundo, é fácil fazê-lo num só país... e não é apenas a Venezuela que está na calha...



Depois de Alberto João Jardim andar durante 37 anos a exportar madeirenses soa agora, a toda a hora, a notícia que eles poderão estar de volta.
A situação na Venezuela é má, dizem. Dizem e documentam com cenas tremendas de lutas nas ruas. Cenas cada vez mais violentas.

E eu pergunto-me como começou tudo aquilo? E sempre que me pergunto, investigo. Acho que terá sido assim, e em datas precisas:
  • em 1998 Chávez foi eleito com 3.673.685 votos;
  • em 2006 com 7.309.080;
  • em 2012 com 7.444.062, 
e com 80,9% de afluência às urnas, no que Jimym Carter qualificaria como o melhor sistema eleitoral do Mundo. Foi aqui, por esta altura, um pouco antes ou um pouco depois, que alguém  do Pentágono exclamaria "Que merda é esta, não se faz nada?"

Morreu Chaves, eleito Maduro, pimba! Saltaram-lhes em cima!

Não acredita? Mas acredite, foi mesmo assim, enquanto o povo reclama paz!

29 maio, 2017

No domingo aconteceram duas finais... e sei de qual gostei mais...


Entre as finais não há termo de comparação, são dois mundos diferentes. Não há mais nada em comum entre um palco e um estádio, para além de ambos serem cenários de um trabalho colectivo... de resto, mais nada.

Se não há mais nada que os distinga, não fará sentido enumerar as diferenças, pois são evidentes.

Por outro lado, falar de futebol é acrescentar ruído ao muito ruído que por aí vai e, depois de ter citado José Esteves e da actualidade do citado, só me apetece referir o que desde há muito ando a repetir: "o futebol é tão só e apenas a coisa mais importante de entre as coisas pouco importantes com que nos devemos preocupar". 
Ganhou o meu SLB? Claro que embandeiro em arco, dá-me forte mas passa-me depressa...

Falemos então do GOT TALENT aquele concurso de formato marado que põe a concorrer artes e talentos diferentes. E que há para dizer?
"A arte e aquilo que a sustenta são as coisas mais importantes de entre as coisas realmente importantes com que nos devemos preocupar!"
Preocupemo-nos, então.


28 maio, 2017

Miguel Urbano Rodrigues... morreu? Quem disse?


Os Homens que trazem a alma na cara, não morrem. Essa lei da vida (nem sei se fui eu que a inventei) aplica-se a quem a frontaliza e a assume como bandeira. Gostaria de ter dito ao Miguel Urbano Rodrigues que mudar mudar o mundo não custa muito, leva é tempo.
Mas vou dizer-lho!

Sobre o Miguel, um apontamento escrito e um vídeo. Ele (não) está todo aí.


26 maio, 2017

Sem atacar a génese da coisa, a coisa cresce... qualquer coisa, até mesmo o terrorísmo...


Depois de cerca de 2800 posts, é quase impossível evitar que me repita. Mas faz sentido insistir pois a imprensa talvez nunca o tenha dito. Regresso ao tema, por interposta pessoa:
«O caso particular do bombista de Manchester parece ser ainda mais explícito: dizem-no filho de «fugitivos» ao regime líbio de Muammar Khaddaffi, agora cidadão britânico que se terá «licenciado» em terrorismo islâmico junto dos grupos de assassinos que a NATO usou para derrubar o mesmo Khaddaffi e a seguir transformaram o território líbio numa anarquia produtora de terroristas. O terrorista de Manchester é, pois, um fruto da «libertação da Líbia» pela Aliança Atlântica, desencadeada com especial envolvimento do governo de Londres.
Em pouco mais de duas palavras: os familiares dos inocentes de Manchester, Londres, Paris e Nice deveriam antes pedir responsabilidades aos governos dos seus países por fomentarem o terrorismo que os vitimou.»
Ler tudo, aqui 

24 maio, 2017

Obrigado Octávio... por me teres citado


Ando por aí debitando palavra, nada de criativo nem inventado mas que venho colocando em lugar destacado (a ponto de ser entrada desta minha página, figurando em cabeçalho).
Esta "citação" feita pelo Octávio é mera montagem minha, ou talvez não... 
«Sem soberania monetária não dispomos de instrumentos essenciais da política económica para prosseguir os interesses nacionais; por não termos um prestamista de última instância, não podemos controlar o sistema financeiro e sujeitamos as necessidades financeiras do Estado à dependência dos mercados financeiros; não temos efectiva autonomia nas decisões orçamentais e, em consequência, não temos verdadeira possibilidade de escolha de politicas alternativas decorrentes da vontade popular, o que significa não termos real soberania democrática.
A recuperação da soberania monetária apresenta-se, pois, como uma necessidade objectiva para travar a devastação a que Portugal e os portugueses têm estado sujeitos, e para permitir um futuro para o país.»

22 maio, 2017

Os papelinhos coloridos, os trocadilhos e os grunhidos


A questão, tal qual me surge, lembra aquela, bem colocada, de saber o que teria aparecido primeiro, se o ovo se a galinha. 
Transposta essa para este post, a pergunta é outra, o que apareceu primeiro? 
O grunhido* ou o papelinho?

Dizia um amigo que nem Mia Couto se livrara da tendência de enveredar pelo trocadilho curto, ele que é hábil nas palavras. Certamente que Mia não foi o único e instalou-se a generalizada tendência, com sucesso absoluto. Quanto mais curto, mais os cliques no "gosto", chegando estes a atingir centenas a que se juntam largas dezenas de comentários, esses inexplicavelmente longos e quase sempre adulatórios.  

O marketing facebookiano, sempre atento, passou a disponibilizar ambientes coloridos para trocadilhos e grunhidos* e, assim, passar a concorrer com o seu mais aguerrido concorrente, o twitter**.

E que tal regressarmos ao tempo da comunicação escrita?
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* "Nem sequer é para mim uma tentação de neófito (escrever no Twitter). Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido." - José Saramago, entrevista à GLOBO, Setembro de 2009
**(...) Um dos maiores riscos para o mundo é ter um presidente dos EUA que governa pelo Twitter como um adolescente, com mensagens curtas, sem argumentação, que, para terem efeito, têm de ser excessivas e taxativas.(…) Se acrescentarmos que muitos consumidores das redes sociais obtêm aí quase toda a sua informação, percebe-se os efeitos devastadores no debate público e como servem para a indústria das notícias falsas e para alicerçarem o populismo com boatos, afirmações infundadas, presunções, invenções (...)Ler só aquilo com que concordamos pode ser satisfatório psicologicamente, mas destrói o debate público fundamental numa sociedade democrática.» - José Pacheco Pereira in "A ascensão da nova ignorância"

21 maio, 2017

Esta fotografia não fui eu que a tirei...


Esta fotografia foi tirada pela Francisca, filha do meu camarada Daniel. A manhã era descomprometida de qualquer objectivo associado à sua candidatura e por isso concentrei toda a minha preocupação em saber operar com a minha nova "Sony" e a Francisca foi preciosa nessa minha fixação.
Para o zoom, eu nem sabia onde ficava o botão.
"Espectacular!" exclamava a Francisca enquanto focava.
"Espectacular!" dizia-me a mim mesmo ao visionar a foto acabada de tirar. Dali, à distância da partida, ia exactamente a distância da prova: 1000 metros, da Praia de Santo Amaro à Marina de Oeiras, uma travessia a ser feita a nado.


Sobre a prova, há outro lugar para falar dela.
Falemos então do que aqui assiste: as lições sobre fotografia; as festas dispensadas àquele "labrador" tipo
"chocolate" que correspondeu ao mimo com a reconhecida sociabilidade; aquele sorriso sobre a timidez  dos primeiros e hesitantes  passos de uma criança que passava; aquelas gargalhadas sublinhando quedas desajeitadas de quem não se equilibrava na prancha; aquele senhor com idade de reformado, que na mesa ao lado, convencia estar ali o projecto da sua vida; o empregado solicito, simpático, muito provavelmente com contrato precário; aquela senhora de olhar perdido à sua volta....

O resto, foi a espera pelo desenrolar da prova.

E, já agora, esta foto é minha!


19 maio, 2017

O cavalo da vida (um poema que já foi prosa)



O PROBLEMA
(...)
Nesta nossa passagem
para a outra margem,
convém amar afetuosamente um barco,
ou um remo,
ou uma bóia,
ou muitas bóias,
ou muitos barcos.
Todas as pessoas
a quem podermos lançar a mão,
que lancemos, para lhes dar um abraço;
a todos aqueles que de algum modo caminham,
ou nadam,
ou velejam junto a nós,
na travessia,
devemos nós prender a mão.
Que nunca nos larguem
os amigos, os irmãos, os filhos.
Porque vede: as pessoas perdem-se.

O cavalo da vida, enorme, torna-se furioso,
e consome-nos na solidão.
E é um grande problema
quando só vemos o grande cavalo na velhice,
quando o vozeirão se apaga e o ego esmorece.

'Não tomo conta de ti'.

Cuidai, enquanto é tempo*.
Uva Passa, "O Problema"
* Eu cuido

17 maio, 2017

Continuando a "Dar Asas a Oeiras"

 

Esta imagem pertence à página de uma Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos, mais conhecida por "Desenhando Sonhos", projecto que agora se vai concretizando, embora começado há muito ("Dar Asas a Oeiras", lembram-se?).
Lá, nessa página , poderá ler a transcrição que foi feita do Jornal i, onde se escrevia assim:
«José Antunes tem 71 anos e sempre rejeitou “estas modernices” que surgem a uma velocidade louca. Facebook, Twitter, Skype ou Instagram faziam parte destas “modernices” de que fugiu até ao momento de o filho emigrar. E foi então que tudo mudou. Mas não de um instante para o outro. “No início não foi nada fácil, sentia que todos aprendiam menos eu, mas lá consegui, com a ajuda dos meus netos.” Agora tem conta no Facebook, no Twitter e contacto quase permanente com o filho: “Isto é um vício tremendo”, admite José, que usa as redes sociais para jogar, partilhar vídeos e músicas. E também para Rosa, a sua mulher, publicar fotos do cão Tobias e não perder o contacto com amigos e família.»
Na "Desenhando Sonhos" preparamos os avós a desafiar os netos. E mais, desafiamos a ler outra imprensa. É que o "i" não inúmera outras coisas a que os reformados, pensionistas e idosos podem aceder... 

Vou ser eu o professor e, assim, estou à vontade para o dizer 


Bora lá?

16 maio, 2017

Eu, cleptomaníaco me confesso: "quando gosto, roubo " [e qualquer comentário corre o risco de parecer negar esse gostar]


fui à fonte do silêncio
procurar que te dizer
fui à fonte do silêncio
do seu mistério beber

as palavras que colhi
como peixes luzidios
são de prata. estão aqui
para que as faças navios

em mares de mil façanhas
naveguem à flor dos ventos
domados por tua mão
e teus desejos… razão
à proa breve dos tempos

e sejam teus sentimentos
como peixes luzidios
que na fonte do silêncio
me lembrem também navios

Lídia Borges
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Este roubo lá da Seara não foi o primeiro, nem será o último

15 maio, 2017

Esta fotografia fui eu que tirei... (e as outras também!)


Esta fotografia, fui eu que tirei... (e as outras também!)

E por cima dela, escrevi assim:
«Depois de Leceia, Porto Salvo e Queijas, voltámos à Freguesia de Barcarena, desta vez a Tercena.
Falámos com pessoas da terra, das associações locais (URPIFB e do CRT), do Centro de Dia da paróquia... percorremos os estabelecimentos comerciais e com quem percorria as ruas... e, claro, visitámos a construção do Centro de Saúde cuja obra vai avançada...
De todas as pessoas, Heloísa Apolónia recebeu a atenção de lhe serem comunicados os problemas e anseios... ele era a Caixa Multibanco que se foi, que houve e já não há... ele eram os transportes que são raros, fracos e caros... ele era a falta de apoio aos serviços que as associações vão prestando... e aquela senhora que nos dizia "Antes, a carreira 101 passava por aqui... agora segue adiante e nem na vila entra"... e vinha outro e dizia "aos fins-de-semana, ou temos carro ou não vamos a nenhum lado"... "uma superfície comercial em vez do mercado será bom, mas é todo o pequeno comércio que irá sofrer com isso..."
... Heloísa Apolónia ia registando...»

(eu também!)

14 maio, 2017

Palavras que ficam...


Dificilmente voltarão a ocorrer, num período tão reduzido, acontecimentos que arrastam tão diversas multidões, ainda que o numero mais elevado nem se tenham sequer mexido. Das audiências arrastadas, não sabemos (ainda) nada. Dos acontecimentos, tinha eu, para cada um, uma expectativa sendo que para dois deles caso não se confirmasse o esperado, no minuto a seguir já o teria esquecido. O mesmo não posso dizer do que esperava do Papa. Depois da homilia, do que esperava, nada acontecia...

Hoje, no alinhamento do noticiário, depois de longos 37 minutos de alarido, chegou o esperado. Não são apenas palavras que ficam, pois elas irão fazer alguma coisa acontecer. E a minha expectativa não saiu frustrada.

12 maio, 2017

O Papa e a sua gargalhda

O Papa

O Papa ri-se
Ri-se do quê?
De que se ri o Papa?

Ri-se de si?
Ri-se de mim?
Ri-se do Mundo?
Ou de quem tornou o Mundo assim?

"No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossas
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada"

Já não há vampiros?

Ah!, talvez seja essa a razão
da tão expontânea gargalhada
do Papa!
Rogério Pereira